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Cidade também é território: Festival Indígena Moyämu provoca novos olhares sobre os povos indígenas em contexto urbano

Publicado: Segunda, 04 de Mai de 2026, 21h59 | Última atualização em Segunda, 04 de Mai de 2026, 22h02 | Acessos: 11

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – Campus Birigui realizou, no dia 25 de abril de 2026, o Festival Moyãmu, reunindo estudantes, servidores, lideranças indígenas e comunidade externa em um importante momento de formação, escuta e interculturalidade.

Com o tema “Povos indígenas em contexto urbano”, o evento trouxe à tona reflexões sobre a presença indígena nas cidades, destacando seus modos de vida, formas de resistência e produção cultural, muitas vezes invisibilizados no cotidiano urbano.

Organizado pela Comissão ETNO-Birigui, o festival reafirma o compromisso institucional do IFSP com a promoção de uma educação pública que reconhece e valoriza a diversidade étnico-racial como dimensão fundamental da formação humana. A ação articula ensino, pesquisa e extensão, dialogando diretamente com as diretrizes educacionais voltadas à inclusão, à justiça social e ao enfrentamento do racismo estrutural. Nesse sentido, o evento não se limita a uma atividade pontual, mas integra um conjunto contínuo de práticas formativas que buscam tensionar visões hegemônicas e ampliar o repertório cultural e crítico da comunidade acadêmica .

A programação contou com roda de conversa, reunindo importantes vozes indígenas, como Amaru, artista do povo Kichwa Otavalo (Equador), e Luana Guarani (Etnia Guarani Mbya), liderança indígena e referência na cultura popular. Durante o diálogo, foram compartilhadas experiências sobre identidade, território, arte e os desafios enfrentados pelos povos indígenas no contexto urbano contemporâneo, proporcionando ao público um momento potente de escuta e reflexão.

Outro destaque do festival foi a feira de artesanato indígena, que trouxe ao campus a presença concreta das culturas originárias por meio de peças produzidas por artistas indígenas, fortalecendo a economia cultural e o reconhecimento dos saberes tradicionais.

O evento também marcou o lançamento do aplicativo do projeto de extensão “Acervo Digital: O Uso da Tecnologia na Preservação da História e Cultura Indígena da Aldeia Icatu”, desenvolvido no âmbito do IFSP. A atividade contou com a presença de representantes da Aldeia Icatu, Camila Pedro de Camilo e Adriana Pedro de Camilo, sendo Camila enfermeira e Adriana professora na aldeia, cuja participação reforçou o vínculo entre tecnologia, memória e território.

Mais do que um evento, o Festival Moyãmu se consolidou como um espaço de encontro entre saberes, onde a escuta se torna prática pedagógica e política. Ao aproximar diferentes perspectivas, o festival reafirma o papel do IFSP como instituição comprometida com uma educação pública, inclusiva e socialmente referenciada.

Ao final, o evento deixou uma mensagem que ecoa além das paredes do campus: compreender o Brasil passa, necessariamente, por reconhecer e valorizar a presença viva dos povos indígenas, não apenas na história, mas no presente

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